
Bato teu mar,
Circundo todos continentes,
Exploro teus músculos e dentes
Até teu desejo me circundar,
E lambes-me o halo
Em ritmos diversos,
E degluto teu falo
No ritmo dos meus versos,
Assim me tens em doses
Aparentemente homeopáticas,
Em mil metamorfoses
E nenhuma didática,
Não existem livros didáticos
Para os desejos enredados.
Maria Júlia Pontes
2 comentários:
INTENSO E MISTERIOSO COMO O PRÓPRIO MAR... ADOREI!!!
Esse poema foi escrito para uma pessoa, e quando ele viu não estávamos mais juntos... uma pena ele nunca soube que foi pra ele.
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