terça-feira, 21 de julho de 2009

Sem bússola


Bato teu mar,
Circundo todos continentes,
Exploro teus músculos e dentes
Até teu desejo me circundar,

E lambes-me o halo
Em ritmos diversos,
E degluto teu falo
No ritmo dos meus versos,

Assim me tens em doses
Aparentemente homeopáticas,
Em mil metamorfoses
E nenhuma didática,

Não existem livros didáticos
Para os desejos enredados.


Maria Júlia Pontes

2 comentários:

Graziele disse...

INTENSO E MISTERIOSO COMO O PRÓPRIO MAR... ADOREI!!!

Maria Júlia Pontes disse...

Esse poema foi escrito para uma pessoa, e quando ele viu não estávamos mais juntos... uma pena ele nunca soube que foi pra ele.