domingo, 22 de maio de 2011

Súbito ______




Porque a escrita me vem como tornados,
Impulsos acirandados,
Entrecortada por palavras intuitivas
Contradizendo sensações assertivas,

Antigas imagens das praças
Manifestos escritos secretos
Bala na agulha da fala,
Valores circunspetos,
Verbo deitado em quiçaças
cantiga escorrendo na vala,


E me vem sem aviso nenhum
As cores pichadas nos muros
Andantes vivendo em jejum

Feridas corroendo os tecidos
Coração na boca esquecido
Furores de tempo e medida
Versando apetite de vida.

4 comentários:

Fanzine Episódio Cultural disse...
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Henrique Biscardi disse...

E só quem escreve, sente. Só quem sente, escreve. Venal! maravilhoso. Parabéns!

Maria Júlia Pontes disse...

Obrigada Henrique, muito bom te ver por aqui!! bj

Paulinho Dhi Andrade disse...

Feridas corroendo os tecidos
Coração na boca esquecido
Furores de tempo e medida
Versando apetite de vida.

Destaco esse verso... não sei se é maldito, ou bendito seja. Só sei que é maravilhoso.
"Versando apetite de vida."