domingo, 9 de outubro de 2011

Inversiva

Imagem : Gustav Klimt


Mas do que é feita minha loucura
Senão de doses gritantes
De vontades efêmeras
E minha brancura?

E se fosse de fissura
Pelo teu sêmen
Gotejando paredes
Que nunca temem
Exímias sedes?

E se por acaso fosse do emaranhado
De extintas redes que nunca deitaste
E cativo ficasse deslizando pernas e músculos
A procurar crepúsculos nunca sonhados
E se enroscasse em minha metátese?

3 comentários:

Vitor R da Costa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vitor R da Costa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulinho Dhi Andrade disse...

Visitando seu cantinho de poesias...
Beijo.