

Minha poesia
é uma louca incendiária,
discípula de Nero
e Calígula, o insano,
mostra-se totalmente desnecessária
e embala a melodia do profano,
fode-se na folia
do seu imaginário,
em doçura, ardor e arrelia,
constante calvário,
corre quente o grafite
e o verbete na veia,
e num ricochete com o seu
serpenteia,
é transfusão, propagação
de um eu que me enleia.
3 comentários:
esse poema parece uma resposta à nossa conversa. LInda resposta, lindo poema como todos os outros.
su a pésia é muito dinâmica, isto sim, ela abraça cada palavra como se fôsse a última da frase, como se estivesse no precípicio do período. Parabéns!
este é um poema de Lilith, com movimentos rápidos, ondulantes e marginais. Adorei, e incluí o blog entre meus favoritos. Beijos, Domingos.
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