quarta-feira, 20 de junho de 2007

Dorido



um rochedo, o mar
edaz medo escarpado
em cunha transformado,
bate, cunha, chora
água morna à delinear os olhos
esperançosos de outrora
ele bate, cunha, estilhaça,
anseios, devaneios são
insanos entremeios que trespassa
fazendo chorar em pedras
exíguo coração.


Maria Júlia Pontes

Um comentário:

filisofia disse...

Gostei dessa...
adoro a palavra "outrora"... rs

bjo