sábado, 14 de julho de 2007

Farta


Maléficas horas danadas, corta-lhe o peito o cutelo,
Um querer pérfido e farto, num canto qualquer de um quarto
No seu louco inferno esquecido, um coração arrefecido,


Me admira a tal donzela, tão formosa, tão singela,
Por fartas horas a eito, tentando contar em versos
Os sentimentos controversos, emaranhados no seu peito,


Já caíra em desmazelo, esperando uma emulsão
Que alguém inventaria, pra poder remediar, o que não se remedia.




Maria Júlia Pontes

Um comentário:

Mão Branca disse...

este poema entrará no ezine do bde. muito bom.

aqui tá bem bacana.

beijios, mj