
Não só fome ou inexplicável gula, palavras come por compulsão,
inúmeras fúrias desencadeiam um buscar sem pesar,
o peso na boca do estômago zomba e ri,
então, em total asfixia, comprime cada letra tardia que há pouco estava ali,
vomita uma vez mais, gargalha...
como se em transe atingisse o ápice de sua anorexia
enquanto expele sua torpe caligrafia
delira e imagina: - qual será o prato do dia?
Maria Júlia Pontes
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