sábado, 4 de agosto de 2007

Concreto amor marginal






e nos meus olhos de jabuticaba que não está madura
você embrenhou-se na verdura,
e nas curvas sinuosas à direita do meu corpo
você me amou... (um amor de esquerda),

politicamente incorretos,
nem chão, nem pão, nem teto,
apenas a Marginal, o frio, o rio,
amamos-nos cercados do concreto desejo marginal,

e agora não sei se rio
e você não sabe se há mar,
não sabemos da ponta do fio das horas
nem do aparato pra língua afiar.
(fui embora).

Maria Júlia Pontes

2 comentários:

Muryel De Zoppa disse...

eita! maravilha. ainda hei de passar mais por aqui.

Maria Júlia Pontes disse...

Obrigada pela visita mestre Muryel!