quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Vôo terminal

















Essa inquietude que

Atravessa minha garganta

Aos gritos arranhando

Minhas cordas vocais

Não conhecerá jamais,


Porque os meus olhos

Insanos encobrem o agora

E perfuram feito abrolhos

Mas minha presença acalora,


Mesmo que os sinos dobrem

O meu grito será maior

E irá rasgar sua noite verniz

Sem estrelas nem luares

E o os movimentos dos quadris,


Meus músculos, despudores e cores

Serão sua cobiça afundando

Feito areia movediça,


E os condores

Voarão pras minhas

Ânsias vulturinas,


Deleite de vôo amor!


3 comentários:

Rodrigues Bomfim disse...

Olá, em minha primeira visita, gostei do que vi e li..parabéns pelo blog!! Abração!

WalterLeis disse...

Quanta coisa escondida atrás de tão poucas palavras...

Flávio Vicente disse...

Nossa, esta é minha doce Maju... uma mistura INsana na medida certa! Parabéns, LINDO POEMA! Bjos