sábado, 16 de fevereiro de 2008

Ribeirinho


A vontade escorre pela nuca
A respiração trafega ofegante,
Fujo da seca igual retirante,
E o desejo em mim batuca,

Falta-me o ar antes do chegar
Eu rondo suas esquinas afoita,
Não temo os redemoinhos,
Quero o seu corpo que me açoita,

Faça-me presa, predadora e descaminho.
Dê-me sua boca, pois faltava-me o ar antes
Que me inundasse o ribeirinho.

3 comentários:

Klotz disse...

Existem diferenças entre erotismo, sensualidade e pornografia.
Às vezes abismais, às vezes tênues.
Admiro sua escrita por conseguir expressar amor, paixão, tesão e sexo sem vulgaridade.
Sua escrita é um vulcão que explode em pétalas.

Bruna C. disse...

to tipo, sem palavras .

Maria Júlia Pontes disse...

Klotz, Obrigada pela visita e pelo seu comentário tão pertinente.
valeu!!

Bruninha!! Obrigada pela leitura dear!