
O último pôr-do-sol
despencou no mar
acenando tchau!
e parecia rir de mim,
aquele sol rebuscado
em carmim,
ele sabia que a nau
não aportaria,
então ria,
nem veleiro, nem navio,
um displicente
extravio,
eu nunca mergulho
os pés primeiro,
vou de cabeça,
e rezo,
pra que nenhuma pedra
apareça,
inconseqüência ou não
prefiro me privar
da razão.
Maria Júlia Pontes
3 comentários:
que lindo! amei! cara, eu adoro blogs bem cuidados. Teu poema é perfeito, adorei.
Amo vc.
Delícia de poema, dá vontade de comer!
construção maravilhosa. Melódica!!
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