sábado, 8 de setembro de 2007

Aportar


O último pôr-do-sol
despencou no mar
acenando tchau!

e parecia rir de mim,
aquele sol rebuscado
em carmim,

ele sabia que a nau
não aportaria,
então ria,

nem veleiro, nem navio,
um displicente
extravio,

eu nunca mergulho
os pés primeiro,
vou de cabeça,

e rezo,
pra que nenhuma pedra
apareça,

inconseqüência ou não
prefiro me privar
da razão.

Maria Júlia Pontes

3 comentários:

Me Morte disse...

que lindo! amei! cara, eu adoro blogs bem cuidados. Teu poema é perfeito, adorei.
Amo vc.

Roberto Denser disse...

Delícia de poema, dá vontade de comer!

lena casas novas disse...

construção maravilhosa. Melódica!!