domingo, 24 de agosto de 2008

Da ausência de malícia


Mulher- Nu de Eugéne Durieu


Se de pranto ou mero encanto

Cosi palavras sobre tua pele

Em matizes crus e alterados

Uma flor - de- lis deixei tatuada,


Não te flageles por minha ousadia

Porquanto digo com exímia certeza:

Sei o teu valor, fé e sabedoria,

Nunca quis ruir tua fortaleza,


Se és pecador, estou condenada

À fogueira fria, ou então, uma espada

Que perfure os olhos que quiseram ver

O brilho dos teus num alvorecer.



Maria Júlia Pontes

3 comentários:

Manu disse...

Andei passeando pelo blog e encontrei meu favorito.

E, querendo o bem dele, sugeririra eliminar as rimas externas. Poderia jogá-las pra dentro, esse poema apenas com rimas internas seria perfeito ao meu olhar.

Enfim, digo isso com um certo pesar, pois esses é um daqueles que não dá pra tocar sem machucá-lo.

Maria Julia Pontes disse...

Quem sabe.. qdo voltar a postar.. tento fazer mudanças. Ele nasceu pronto. Só sentei e escrevi palavras q já estavam na mente..Na alma. Não sei

Maria Julia Pontes disse...

Quem sabe.. qdo voltar a postar.. tento fazer mudanças. Ele nasceu pronto. Só sentei e escrevi palavras q já estavam na mente..Na alma. Não sei