
Um traço em linhas
Escolhidas a risca,
Um frasco de emoções
Incógnitas ariscas,
Expõe, e recolhe-se
Não precisa prévio aviso
Basta absorver o olhar
Fullgas, assim, de improviso,
E tem na voz a melodia
Dos tambores de Angola,
A ferocidade das águas do Kwanza,
As dores, seu peito imola,
Traz ventura que alumia
As noites sem lua de outrora
A dor e a destemperança,
Nas juras secretas dos rios
Desejos a cantarolar,
Segredos de um alvorecer
Guardados em mananciais,
Pois bendito seja o ser
Que um dia navegar
Em suas águas Flaviais.
Poema dedicado ao meu grande amigo e irmão nas letras Flávio Vicente.
2 comentários:
Gostei muito e sempre levarei este presente comigo, pois a profundidade que você me retratou é extremamente apurada. Beijoxxxx
Quanto tempo heinm? Flávio....saudades
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