
Esse bem querer
Que carrego
Me pesa nos ombros
Em noites assim,
Chuvosas em que me vejo
Rasgando a Marginal
Pra não doer sozinha,
Cada acelerada é como
Uma viagem pra nenhum lugar
Os caminhões parecem maiores,
O Tietê não me incomoda,
Ele me ajuda engolindo parte
Da sensação dolente,
Algumas vezes penso em navegar
De carro, isso mesmo, boiar no Tietê
Em plena luz da lua que nem sequer apareceu
E lá deixar uma parte desse doer...
E anoitecer de vez.
maria Júlia Pontes (AC)
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