
Os meus quereres
ondulam alto
num planalto
de Zimbábue,
atravessam o Kariba
em pecados originais
que me inundam
com suas águas artificiais,
então versejo pecados abusivos,
que escorrem do seu corpo persuasivo
no meu, fricativo de branca louca
dourada pelo sol de Zimbábue
os meus quereres
são girafas rupestres,
são delírios correndo
atrás de foguetes
por todo globo terrestre.
Maria Júlia Pontes Imagem (Kariba- Zimbábue)
2 comentários:
oooooo Branca louca fico por aqui para dizer que sou tua eterna fã como pessoa e como escritora
te adoro
bjos da Rita
Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato eu sou o espírito, e onde queres ternura eu sou tesão
Onde queres o livre decassílabo, e onde buscas o anjo eu sou mulher
Onde queres prazer sou o que dói, e onde queres tortura, mansidão
Onde queres o lar, revolução, e onde queres bandido eu sou o herói.
Julguei que você fosse viajar na canção do Caetano. Você foi muito mais longe, Emejota. Atravessou mares e florestas para chegar ao destino. Foi feliz. O poema ficou ótimo.
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